É hora de abandonar a Distância Percorrida como KPI no futebol de elite

O estudo, liderado por especialistas renomados como Martin Buchheit e Raymond Verheijen, propõe uma mudança de paradigma na forma como avaliamos o desempenho físico no futebol de elite. Aqui está uma explicação didática dos pontos principais: 1. Correr é Consequência, não Objetivo O artigo defende que o volume de corrida (distância total percorrida) deve deixar de ser um KPI (Indicador Chave de Desempenho). No futebol, correr é um subproduto das ações de jogo (chutar, marcar, desmarcar-se) e das decisões táticas. 2. O Conceito de “Fitness” e “Freshness” como Pré-condições Os autores sugerem que, em vez de focar no quanto o atleta correu, devemos focar na sua Prontidão (Readiness), que é composta por dois pilares: O ponto crucial é que fitness e freshness são pré-condições para o desempenho, ou seja, são o que permitem ao jogador executar a tática do treinador, mas não garantem a vitória por si só. 3. Resultados Surpreendentes: Correr Menos pode Ganhar Mais A pesquisa analisou dados de três temporadas de um clube de elite e descobriu que: 4. Monitoramento Inteligente (Ciência do Esporte 3.0) O estudo utilizou o que chamam de “Ciência do Esporte 3.0”, que evita testes físicos isolados e usa o monitoramento embutido nos treinos diários: Resumo para a sua Prática: Em suma, o artigo nos convida a tratar o condicionamento como o suporte que permite ao talento e à tática aparecerem, e não como o fim principal do treinamento.