Pesos Livres vs. Máquinas: Eficácia no Ganho de Força e Hipertrofia
Este artigo, publicado em 2023, veio justamente para derrubar o mito de que os pesos livres são superiores para ganhar força e massa muscular. Aqui está uma explicação didática dos pontos principais que impactam o seu trabalho no futebol: 1. O Desenho do Estudo Os pesquisadores pegaram 38 homens treinados e os dividiram em dois grupos por 8 semanas: um treinou apenas com pesos livres (barra e anilhas) e o outro apenas com máquinas que imitavam os mesmos movimentos. 2. Os Resultados Principais O estudo mostrou que, quando o volume e a intensidade são iguais, não importa a ferramenta: 3. O “Pulo do Gato”: O Princípio da Especificidade Embora ambos funcionem, o estudo confirmou que você melhora mais naquilo que treina. Se o atleta treinou agachamento com barra, ele ficou “mais forte” no teste com barra do que quem treinou na máquina, e vice-versa. No entanto, a força desenvolvida na máquina se transferiu muito bem para o peso livre e vice-versa. 4. Por que isso é importante para você no futebol? Tradicionalmente, dizia-se que o peso livre era melhor por exigir mais dos músculos estabilizadores (o “core”). O estudo mostrou que, na prática de longo prazo (8 semanas), essa ativação extra não se traduziu em mais músculos ou força geral comparada às máquinas. Aplicações Práticas para sua rotina: Em resumo: Barra ou máquina são apenas ferramentas. Para o seu atleta de futebol, a escolha pode ser baseada na preferência dele, na disponibilidade de material ou na necessidade específica de controle de carga, pois os resultados finais em força e músculo serão muito parecidos.
É hora de abandonar a Distância Percorrida como KPI no futebol de elite

O estudo, liderado por especialistas renomados como Martin Buchheit e Raymond Verheijen, propõe uma mudança de paradigma na forma como avaliamos o desempenho físico no futebol de elite. Aqui está uma explicação didática dos pontos principais: 1. Correr é Consequência, não Objetivo O artigo defende que o volume de corrida (distância total percorrida) deve deixar de ser um KPI (Indicador Chave de Desempenho). No futebol, correr é um subprod
É hora de abandonar a Distância Percorrida como KPI no futebol de elite

O estudo, liderado por especialistas renomados como Martin Buchheit e Raymond Verheijen, propõe uma mudança de paradigma na forma como avaliamos o desempenho físico no futebol de elite. Aqui está uma explicação didática dos pontos principais: 1. Correr é Consequência, não Objetivo O artigo defende que o volume de corrida (distância total percorrida) deve deixar de ser um KPI (Indicador Chave de Desempenho). No futebol, correr é um subproduto das ações de jogo (chutar, marcar, desmarcar-se) e das decisões táticas. 2. O Conceito de “Fitness” e “Freshness” como Pré-condições Os autores sugerem que, em vez de focar no quanto o atleta correu, devemos focar na sua Prontidão (Readiness), que é composta por dois pilares: O ponto crucial é que fitness e freshness são pré-condições para o desempenho, ou seja, são o que permitem ao jogador executar a tática do treinador, mas não garantem a vitória por si só. 3. Resultados Surpreendentes: Correr Menos pode Ganhar Mais A pesquisa analisou dados de três temporadas de um clube de elite e descobriu que: 4. Monitoramento Inteligente (Ciência do Esporte 3.0) O estudo utilizou o que chamam de “Ciência do Esporte 3.0”, que evita testes físicos isolados e usa o monitoramento embutido nos treinos diários: Resumo para a sua Prática: Em suma, o artigo nos convida a tratar o condicionamento como o suporte que permite ao talento e à tática aparecerem, e não como o fim principal do treinamento.